Ultravioleta (UV)

Apesar de serem radiações que podem causar efeitos graves à saúde, também são necessários, para que algumas reações acontecem no nosso corpo, permitindo a formação de algumas vitaminas.

Este tipo de radiação é a responsável pela ionização de átomos e moléculas nas altas camadas da atmosfera.

A radiação ultravioleta pode se classificada em 3 zonas:

UV-A: dos 390 nm aos 320 nm;

UV-B: dos 320 nm aos 280 nm;

UV-C: dos 280 nm aos 100 nm.

A atmosfera terrestre filtra a quase totalidade dos tipos UV-B e UV-C graças às moléculas de ozono (O3).

Os UV de comprimentos de onda menor que 290 nm são usados como meio de desinfeção (Figura 1).

Figura 1 - Desinfeção de água por radiação ultravioleta (UV).
Figura 1 - Desinfeção de água por radiação ultravioleta (UV).

Queimaduras solares

A exposição prolongada aos utravioleta pode originar queimadura solar, com efeitos variados:

Queimadura do 1º grau: a pele fica vermelha e as camadas mais externas caem no espaço de alguns dias;

Queimadura do 2º grau: são queimaduras que já envolvem lesões internas da pele, provocando o aparecimento de bolhas;

Queimadura do 3º grau: provocam lesões em toda a espessura da pele, com aparecimento de feridas.

Protetores solares

Queimaduras solares

Os protetores solares são desenvolvidos para evitar os efeitos das radiações ultravioleta no corpo humano.

Há dois tipos de proteção solar, que podem ser usados em simultâneo:

Proteção química - são usados substâncias que absorvem a radiação UV.

Proteção física - são adicionadas substâncias que refletem a radiação solar, incluindo os UV.

Índice de proteção solar (IPS)

Os protetores são produzidos com a intenção de proteger o corpo dos efeitos nocivos da radiação UV A e UV B e incluem uma informação indicativa da intensidade de proteção que apresentam: o índice de proteção solar (IPS).

O valor do IPS de um protetor solar indica a relação de tempo de exposição que fornece, relativamente a não existir qualquer proteção.

Exemplo: um índice IPS 30 informa que com esse protetor é possível estar 30 vezes mais tempo ao Sol do que sem essa proteção, com os mesmos efeitos (o que não quer dizer que não haja efeitos nocivos).

Bibliografia:
E. Hecht, Óptica, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2012).

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